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Brinquedo barulhento: risco à audição

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Cuidados na hora da compra
O uso contínuo de brinquedos sonoros pode levar à surdez e causar danos à comunicação das crianças, pois esses brinquedos são destinados aos pequenos e podem comprometer a audição e também a fala. Os déficits auditivos geram alterações que podem prejudicar o processo de aprendizado como um todo.
A Organização Mundial da Saúde anuncia que um barulho de 70 decibéis já é desagradável para o ouvido humano. Acima de 85 decibéis ele começa a danificar o mecanismo que permite a audição. O uso contínuo de um brinquedo com esse volume pode danificar a audição da criança, cujas alterações são irreversíveis, prejudicando também o desenvolvimento da fala e o aprendizado de um modo geral.
Uma pesquisa com brinquedos sonoros como carrinhos e objetos musicais eletrônicos feita no Hospital de Clínicas de Porto Alegre mostra que a preocupação dos pais tem motivos de sobra, pois 88% dos brinquedos testados têm intensidade sonora acima do que é permitido pela legislação brasileira, onde um brinquedo não pode emitir som com mais de 85 decibéis. Uma joaninha parece simpática, mas engana. Ultrapassa os 90 decibéis. Um carrinho de polícia chegou a registrar 123,6 decibéis – volume mais alto do que o de uma motosserra (100 decibéis) ou de uma britadeira (110 decibéis).

Selo de qualidade
Opte sempre por brinquedos que tenham o selo de garantia de qualidade do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e/ou da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos).
Esse selo garante que os brinquedos não trazem risco para a segurança e saúde da criança, pois passaram por diversos testes ante de chegar às prateleiras.
Os principais testes feitos pelo Inmetro para conferir a segurança do brinquedo são:
a- Ruído => verifica o nível de ruído do brinquedo, se está dentro dos limites estabelecidos na legislação.

b- Mordida => visa descobrir se o brinquedo pode gerar partes pequenas, pontas perigosas ou partes cortantes quando arrancadas pela boca.

c- Tração => verifica a possibilidade do surgimento de ponta perigosa e do risco da criança cair sobre esta ponta.

d- Químico => analisa a presença de metais pesados nocivos à saúde.

e- Inflamabilidade => testa se o produto entra em combustão rapidamente e se o fogo se espalha pelo corpo da criança, caso passe com o brinquedo perto do fogo.

f- Impacto / queda => verifica o possível surgimento de partes pequenas e/ou cortantes, pontas agudas ou algum mecanismo interno acessível à criança.

Leia com atenção todas as instruções da embalagem. Todo brinquedo tem suas especificações e faixa etária adequada. Além de procurar produtos com certificado do Inmetro, mais uma dica: na hora de comprar, escute! O som do brinquedo deve ser algo suave e agradável, se está incomodando o ouvido, evite.

Fonte: 
Guia do Bebê