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Cada criança tem seu ritmo. Espera-se que aos 6-7 anos de idade a criança domine razoavelmente a leitura e a escrita. Porém, isso começa muito antes. Desde bem pequena, ela já lê o mundo: nas placas das ruas, nas embalagens, nos livros, revistas, jornais, bilhetes e nos outros escritos que ela esbarrar no cotidiano. E é tudo isso, mais a dedicação da escola, que vai fazer com que seu filho aprenda a ler.

Para que tanta pressa?
Para ter sucesso, a alfabetização deve caminhar ao lado do brincar, da música, das artes, de mexer com terra, de correr. Além do mais, aprender a ler primeiro que outro não é passaporte para um futuro bem-sucedido. A criança vive um processo, que exige tempo, paciência e disponibilidade de todos.
Ansiedade só atrapalha e ainda pode esconder um problema real, como de visão, audição ou um distúrbio de aprendizagem. A alfabetização é como começar a andar: quando vemos um grupo de crianças andando, você não sabe quem andou primeiro. Ler é o mesmo: uns começaram em março, outros em outubro, outros em novembro. Mas quando todos leem, você não sabe quem leu primeiro!!

Onde você entra?
Se método, sistematização e treinamento são do âmbito escolar, o que os pais podem fazer? Muito. O meio em que se vive conta demais. Uma criança mergulhada em um ambiente onde as situações de leitura são muitas, vai ter mais interesse e, provavelmente, alfabetizar-se com mais facilidade. O papel da família é esse: oferecer opções e fazer desse momento puro prazer. Os livros, claro, são um começo inesquecível. Desde os voltados para os bebês, até os com frases maiores e histórias. Mas há disponível, também, diversas boas opções que têm o alfabeto e a possibilidade de brincar com as palavras como tema. Isso também é alfabetização, sabia?
Como o professor pode ir além das cartilhas e dos livros didáticos, os pais também têm um leque enorme de opções para incentivar a criança nesse momento tão importante. Mas nada de transformar a casa em filial de sala de aula. Não se trata de brincar de criar pequenos gênios, mas de dar as melhores condições para essa conquista.

Dicas
Leia em voz alta! Depois, peça para ele ler também. Escreva bilhetes, espalhe pela casa, coloque na mochila. Na hora de dar um presente, invente uma caça ao tesouro, colocando palavras-chave que ele já conheça. Pode comprar jogos com cartões, deixar assistir a programas educativos de televisão e CD ROMs. Mas não esqueça de que estímulo não é treinamento! Faça isso tudo ser muito divertido. Porque realmente é. Esteja sempre junto!!

Fonte:
Revista Crescer